Playlist Romântica para Criar Aquele Clima #sexsongs

Playlist Romântica para Criar Aquele Clima #sexsongs

Olá pessoal! Este seria um texto perfeito para a sex week do blog. Porém como setembro de 2019 ainda vai demorar, resolvi fazer um post da sex week fora de época. Acho que está OK, já que eu sou a dona do blog sou eu quem manda (adoro?!).

Fiz uma seleção de 5 músicas beeeem românticas e que podem cair bem em momentos calientes. Afinal, músicas têm super potencial para criar aquele clima e tornar um momento bom inesquecível.

1- Wicked Game – Chris Isaak

Conheci esta música através da série Friends. É a famosa “Planetarium Song”, que toca quando Rachel e Ross vão dormir juntos pela primeira vez. Procurei ela no Youtube e o clipe me surpreendeu. Lançado em 1989, é uma produção super sensual e que deve ter dado o que falar na época. No clipe, Chris contracena com Helena Christensen. SUPER HOT COUPLE.

friendsTemporada 2, Episódio 15. Primeira noite de Ross and Rachel.

2- Wonderful Tonight – Eric Clampton

Também do seriado Friends (ok, sou viciada em Friends, BIG DEAL), é a música tema de Chandler e Mônica após eles se pedirem em casamento. Acho lindíssima e super combina para criar um climinha.

proposalAdoro esse casal! Chan and Mon

3- Shallow – Lady Gaga feat Bradley Cooper

Lindíssima música do filme da Lady Gaga. Bastante intensa.

4- Crazy in Love – Beyoncé (Fifth Shadows of Grey)

A música Crazy in Love da Beyoncé apresenta originalmente um ritmo dançante. Porém foi feita uma versão para o filme 50 Tons de Cinza lenta e MUITO SEXY. Duvido alguém ouvir e não ficar nem UM POUQUINHO turned on. É só sentir a vibe do jeito que a Beyoncé começa a música com “oooh oooh ohh ohhh”. E nem preciso falar mais nada.

5- Never Tear Us Apart – INXS

Adoro essa música, que também ganhou uma versão especial para o filme 50 Tons. Porém eu prefiro a original.

Espero que vcs gostem! ❤

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Meu Ritual de Desinfecção Pós Plantão

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Olá pessoal!

Estou na última fase deste 9 período de medicina e portanto no momento sou interna da ginecologia e obstetrícia. Este semestre já fui interna da cardiologia e da neonatologia.

O plantão de 12 horas no hospital se resume a “tarefas sem parar”. Como interna, eu faço tarefas que auxiliam os médicos do plantão. O interno de plantão entra como auxiliar em cesáreas, fica por conta de pegar batimentos cardíacos fetais no pré-parto, liga cardiotocografia nas pacientes, faz a anamnese e o exame físico da admissão… e em uma maternidade SEMPRE HÁ SERVIÇO a ser feito.

O hospital é um ambiente naturalmente contaminado por bactérias. Após passar 12h de plantão, eu me sinto muito contaminada e suja. E não é drama. Além de sentir o suor escorrer por minhas costas em várias ocasiões durante o meu turno, é frequente você alguma hora utilizar um banheiro sem papel higiênico. Só o suor + o banheiro sem papel já seriam suficientes para eu desejar ansiosamente um banho. Porém existem vários outros fatores que contribuem para eu me sentir suja como entrar em contato com sangue, colocar as mãos dentro da barriga das pessoas… fazer inúmeros toques vaginais etc.

Sendo assim, quando eu chego em casa eu tenho um ritual de desinfecção a ser feito antes de dormir, por mais que eu esteja cansada. Eu saio do plantão com fome e costumo tomar café no hospital ou na padaria antes de chegar. Quando eu chego, começam as etapas:

1- Tirar o tênis (muitas vezes respingado de sangue ou líquido amniótico durante o plantão), calçar o chinelo e lavar as mãos com sabonete antibacteriano.

2- Colocar a roupa suja do hospital em uma sacola separada para colocar no cesto de roupa suja.

3- Tomar um banho daqueles, com sabonete antibacteriano, e lavar o cabelo.

4- Secar o cabelo.

5- Passar álcool no telefone celular e lavar as mãos após descartar o algodão sujo.

Depois de fazer tudo isso, eu me sinto confortável e limpinha. E então eu vou dormir. Logo, se o plantão acaba 7h da manhã, eu vou dormir lá pra umas 9h, que é quando eu já me ajeitei. Pode parecer um pouco de paranóia, mas eu acho que o hospital realmente é um lugar muito contaminado e que esses cuidados são necessários.

Eu não tenho problema algum em entrar em contato com sangue, fazer toque, etc, (claro que sempre fazendo uso de equipamento de proteção individual). Mas acho fundamental passar por um bom processo de higienização ao chegar na minha casa. Faz eu me sentir bem melhor e dormir um sono de qualidade.

Portadores que Não Transmitem o HIV

A medicina avançou muito no tratamento do HIV nas últimas décadas. Hoje em dia existem coquetéis antirretrovirais eficazes que aumentam muito a expectativa de vida dos portadores do vírus. Entretanto, receber o diagnóstico de HIV ainda acarreta em um grande impacto na vida de uma pessoa: dentre outros problemas, “nunca mais poder transar sem camisinha”.

Acontece que isso mudou. Uma série de estudos realizados nos últimos anos descobriram que os portadores de HIV que, mediante o uso do coquetel antirretroviral, conseguem atingir carga viral indectável (<200 cópias virais por ml de sangue) não transmitem o vírus em relações sexuais, mesmo sem o uso da camisinha.

Os estudos Partner e Opposites Attract avaliaram uma amostra de 77.000 relações sexuais entre casais sorodiscordantes (um tem o HIV e o outro não), sendo o portador do HIV com carga indectável, e o HIV não foi transmitido em nenhuma dessas relações. Assim, até a UNAIDS divulgou no site a conclusão de que indectável = intransmissível.

O uso do preservativo é importantíssimo, mas poder deixá-lo de lado em um relacionamento estável significa dentre outras coisas que um casal sorodiscordante pode ter a chance de engravidar sem recorrer aos métodos de reprodução assistida.

Como o portador de HIV não transmite mais o vírus por relação sexual ao ter sua carga viral indetectável, divulgar esta informação é necessário pois isso pode estimular muito a adesão dos portadores ao tratamento com os antirretrovirais.

Não encontrei informações sobre a transmissão vertical em caso de carga viral indetectável. Até o momento, o que sabemos é que existe um risco da mãe transmitir ao bebê na gestação/parto/aleitamento, e que esse risco é ainda maior se sua carga viral for >1000 cópias/ml. E de acordo com os conhecimentos que temos por enquanto, o risco de transmissão também existe mesmo quando a mulher tem carga indetectável.

Espero que vocês tenham gostado do texto. Abraços!

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A informação indectável = intransmissível foi divulgada pela UNAIDS, maior associação ativista na luta contra a AIDS do mundo.

#MulheresPoderosas 2 : Entrevista com a @casa.blog

Olá leitores!

Na segunda entrevista do quadro #mulherespoderosas eu trouxe um bate-papo com a Patrícia Passos. Ela é dona de casa e digital influencer, dona do perfil @casa.blog no Instagram e mora em Maceió-AL.

1- Olá Patrícia! Como foi que surgiu a ideia de fazer o @casa.blog ?
Olá querida, tudo bem? Então, surgiu por incentivo de minha filha que também é blogueira (de estudos) e com a intenção de trocar experiências com outras pessoas que dividem o mesmo amor pelo lar como eu!

2- Você sempre foi dona de casa ou já trabalhou em outra profissão?

Já trabalhei quando solteira, fui professora e agente de saúde, e sou Gestora de RH, mas depois de casada, me dediquei totalmente ao lar, aos filhos e marido. E aí eu me realizei completamente! ❤

3- O que você mais gosta na sua profissão?

Toda tarefa que realizo na minha casa é com amor e muita dedicação, porém arrumar a casa é o que me dar mais prazer, eu perco a noção do tempo e a sensação de ver tudo limpinho e organizado é de paz!

4- Seu marido lhe dá apoio?

Sim, ele não só me apoia como reconhece todo o meu trabalho, e quando pode ajuda também! E é o meu maior incentivador!

5- Você é uma mulher poderosa! Pelo que acompanho do seu perfil @casa.blog , você sempre deixa a casa impecável, tem várias habilidades culinárias e está sempre postando dicas super úteis. Hoje em dia isso não é comum na minha geração (eu tenho 22 anos e em geral as mulheres da minha idade fazem pouquíssimas tarefas domésticas e muitas não sabem cozinhar). Você tem alguma mensagem/conselho para dar para a minha geração com relação a isso?

Bom, é uma geração bem diferente da minha, mas a mensagem que eu deixo é a mesma que falo sempre pra os meus 2 filhos, você pode ser um profissional de sucesso em qualquer área, mas isso não impede que você aprenda, ao menos, o básico sobre uma casa, seja por necessidade (porque a gente não sabe do futuro) ou até mesmo pra você saber gerir futuramente o seu próprio lar. Como você vai cobrar um serviço bem feito ou uma comida saborosa se nem você sabe fazer?
Então é isso, seja curioso, aprenda e surpreenda quem você ama!

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Patrícia, obrigada pela entrevista! Sou super fã do seu perfil e acho que você tem muito talento para deixar tudo com um jeitinho especial na casa. Tenho usado seu perfil para aprender dicas e tornar minha casinha mais aconchegante ❤

#MulheresPoderosas 1 – Entrevista com a Engenheira Marianna

Olá pessoal!

Como diria Adélia Prado, “Mulher é desdobrável. Eu sou”.
Começa hoje uma série de entrevistas com mulheres poderosas. O objetivo é mostrar que com profissões, estilos de vida e desafios muito diferentes umas das outras, essas mulheres escolheram fazer o que fazem e são felizes assim.

A entrevista de hoje é com a engenheira de produção Marianna Fernandes Salviano, de 27 anos, que formou-se em Minas Gerais e resolveu ir trabalhar no Acre.

1- Mari, como você escolheu sua profissão?
Sempre tive o sonho de ser Engenheira. Só não sabia em qual área. Quando chegou na época de prestar o vestibular, estudei todas as possibilidades e me encantei pela Engenharia da Qualidade, que faz parte das áreas de abrangência da Engenharia de Produção.

2- Você gosta do que faz? Por quê?
Eu amo minha profissão. Porque o que faço me permite reduzir despesas, aumentar receita, otimizar processos e ajudar os empresários a alcançarem os objetivos traçados em seus planejamentos estratégicos.

3- Por muito tempo a engenharia foi considerado um campo profissional masculino. Você, sendo mulher, já enfrentou desafios com relação a isso?
Sim. Já enfrentei. Sempre que chego em uma empresa nova, há uma resistência por parte dos homens, em receber ordem de mulher e ainda mais nova que eles. Mas aos poucos, com o resultado do meu trabalho, essa resistência acaba por não existir mais e eh como se não existissem “gêneros” no setor trabalhado. A resistência se transforma em respeito.

4- Você se formou em MG e foi trabalhar no Acre. O que te motivou a fazer isso? Está sendo uma boa experiência?
O que me motivou a mudar de estado foi a oportunidade de trabalhar em uma região carente de profissionais na minha área. Está sendo uma ótima experiência. Estou adquirindo bagagem e contribuindo com o desenvolvimento de outras pessoas, ensinando o que sei.

5- Você é uma mulher poderosa, independente e se tornou bem sucedida ainda jovem. Acha que isso é intimidador para as pessoas?
Sim, muito. Várias pessoas me julgam pelo caminho que eu segui, sem sequer conhecerem e tiram suas próprias conclusões. Além disso, pessoas com meu perfil acabam sendo um pouco “excluídas” da sociedade.

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Mari, obrigada pela entrevista!!! Tenho muita admiração por você! Um grande abraço ❤

O Bebê para Adoção

– Você pode segurá-la para mim por um momento? – perguntou a enfermeira.

– Claro! – e estendi os braços para pegar o bebê.

Era uma menina. Vestida com uma roupinha fofa e enrolada em uma mantinha verde, com um lacinho vermelho na cabeça em meio ao seu cabelo castanho e liso. Aquele anjinho dormia um soninho gostoso, em completa paz. Com 24 horas de vida, ela ainda não tinha como ter noção dos problemas da existência humana.

– Que linda! É RN (recém-nascido) de quem?

Após um breve silêncio, a técnica de enfermagem que estava do meu lado respondeu:

– Ela é para adoção…

Eu que sou um tanto quanto durona, me derreti completamente naquele momento. Aquele serzinho com um dia de vida chegou ao mundo e não tinha ninguém para chamar de família. Por enquanto sua família eram os funcionários do hospital, e em breve seria o conselho tutelar.

Queria ter ficado com ela nos braços por toda a noite. Que naquelas poucas horas do meu plantão eu pudesse lhe dar amor, sentimento que ela ainda não conheceu. Mas em poucos minutos ela foi tirada dos meus braços para ser transferida de setor. E com a correria do plantão nós não nos encontramos de novo.

Já se passaram alguns dias desde que eu a segurei no colo e não consigo me esquecer do seu rostinho. Fico pensando se ela vai ser adotada. Fico torcendo para que ela encontre uma família que a ame muito e tenha uma vida feliz.

Eu nunca tinha pensado muito em adotar, mas após este episódio eu acho que me sentiria muito bem em criar um bebê e ser sua mãe de coração. Sinceramente, se eu estivesse em um momento diferente da minha vida (por volta dos 30 e poucos anos e com estabilidade financeira) eu acho que teria lutado para levar este bebê para mim. Eu não sou muito apegada a crianças geralmente, mas este bebê em especial mexeu comigo. Quando eu a segurei no colo eu não queria deixá-la ir.

Gostaria de terminar este texto reforçando mais uma vez a importância do planejamento familiar. Nenhuma mulher deveria ser obrigada a ser mãe, da mesma forma que nenhuma criança deveria vir ao mundo sem sequer ter uma família. A mulher que deixou este bebê para adoção já tinha 2 filhos. Isso significa que houve uma falha não apenas dela, mas também do sistema de saúde em geral, na prevenção de gravidez. Ela deixou um bebê para adoção e foi embora do hospital sem laqueadura ou DIU… e se ela engravidar de novo? Quantos bebês vão vir ao mundo e ficar desamparados até que ocorra uma mudança em nosso país com relação aos métodos contraceptivos? E esta mudança vai desde alterações na legislação da laqueadura até um empenho maior dos profissionais da saúde a educar a população com relação à contracepção e persuadir as mulheres a adotarem métodos duradouros (como o DIU e a laqueadura citados).

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Rituais Envolvendo a Placenta

Rituais Envolvendo a Placenta

No Brasil, a placenta é vista usualmente como resíduo biológico do parto e material de descarte do hospital. Entretanto, em outros lugares do mundo, as mulheres levam a placenta  para casa para a realização de rituais que são importantes para elas. Com motivações distintas e desfechos variados, os rituais são: enterro da placenta; placentofagia e parto de lótus.

O enterro da placenta foi o ritual que eu mais gostei, e o único que eu faria. Consiste em dar um destino poético a placenta: enterrá-la junto a uma árvore frutífera, para que o órgão que nutriu a vida do bebê por meses termine a existência não como lixo hospitalar e sim completando sua função, nutrindo uma árvore e se perpetuando no mundo de certa forma nos frutos.

A placentofagia é o ato de comer a placenta. Praticado por animais, provavelmente porque não querem desperdiçar os nutrientes e nem deixar rastro de seu bebê para os predadores. Existem mulheres que acreditam que comer sua placenta trará benefícios para sua nutrição e “fortalecimento do seu leite”. Não existe comprovação científica de que isso seja verdade. Eu particularmente acho muito esquisito, mas cada um faz o que quiser com sua placenta então eu respeito.

O terceiro ritual é o mais bizarro. O parto de lótus se trata do não clampeamento do cordão umbilical após o nascimento. A mulher vai embora com o seu bebê e a placenta pendurada, e deixa que o cordão se rompa sozinho – processo que pode levar até 10 dias. A motivação deste ritual é espiritual. As mulheres que escolhem o parto de lótus acreditam em uma “conexão espiritual entre a placenta e o bebê”, e que cortar o cordão seria uma quebra abrupta deste vínculo que poderia traumatizar o bebê.

O parto de lótus não é recomendado pela sociedade mineira de ginecologia e nem pela sociedade brasileira de pediatria. Existe um risco teórico de infecção, visto que a placenta entrará em necrose e ainda estará vinculada ao recém-nascido pelo cordão. São poucos os estudos até o momento, mas já foi relatado na literatura um caso de hepatite no bebê causada por parto de lótus. O cheiro da placenta com o passar dos dias se torna tão ruim que muitas mulheres desistem de esperar e acabam cortando o cordão 2 ou 3 dias após o parto.

E você, o que achou dos rituais? Faria algum deles? Eu pretendo enterrar a minha placenta, quando um dia eu tiver filhos. Abraços!